sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Solenidade da Dedicação da Sé Patriarcal

Já há alguns anos que não consigo estar presente no 25 de Outubro, dia da Dedicação da Igreja Mãe de Todas as Igrejas do Patriarcado de Lisboa, a última vez que lá estive ainda era outro o Presidente da CML, que também esteve presente.

Não deixa de ser interessante que Sua Eminência reflicta dizendo que "não há catedral sem Bispo nem Bispo sem Catedral", quando todos sabemos da existência dos Srs. Bispos Auxiliares, não estando naturalmente em causa as pessoas, porque todos sabemos da existência de verdadeiros santos e verdadeiros sucessores dos Apóstolos que são alguns Bispos auxiliares portugueses.

Continuemos orando pelo Patriarcado e por Sua Eminência, assim como pela Sé Catedral Patriarcal e pelo Povo de Deus, que seja farol de fé, esperança e caridade, em Nosso Senhor Jesus Cristo.

Homilia de D. José Policarpo na Solenidade da Dedicação da Sé Patriarcal

A Catedral e a visibilidade da Igreja

1. Na nova evangelização, é tão importante a visibilidade da Igreja como a força do seu mistério. É a sua realidade visível, na sua estrutura, na expressão comunitária, na presença dos cristãos no seio da comunidade humana, que comunicam e anunciam o amor salvífico de Jesus Cristo. Se a realidade visível da Igreja não transmitir a força invisível do Espírito de Cristo, torna-se estéril, equivalente a qualquer associação humana. Mas a realidade visível da Igreja é o caminho normal para comunicar e transmitir o invisível de Deus. A Igreja continua no tempo, a seu modo, o mistério do Verbo encarnado, em que o Verbo divino se exprime e actua na visibilidade da humanidade de Cristo (cf. Lumen Gentium, nº 8).

Esta harmonia do visível e do invisível, da realidade humana e da acção da graça, é o segredo da nova evangelização. Porque está no mundo, com a densidade das realidades históricas, a Igreja comunica o dinamismo do Reino dos Céus. Esta visibilidade da Igreja exprime-se na sua estrutura organizativa, na densidade da sua liturgia, no amor dos pobres, na presença dos cristãos no seio das diversas realidades humanas, onde semeiam a semente do Reino de Deus e são presença do amor-caridade, isto é, do amor com que Deus continua a amar o mundo, em Jesus Cristo.

2. A Catedral é expressão importante da visibilidade da Igreja e, por isso, é chamada a ser foco irradiante da graça de Jesus Cristo. Esta visibilidade da Catedral é mais do que a imponência do monumento. Igreja-Mãe de uma diocese, porção do Povo de Deus confiada aos cuidados pastorais de um Bispo, congregada pelo Evangelho, fortalecida na Eucaristia, reunida na comunhão da caridade, enviada ao mundo a anunciar, essa Igreja particular pode perceber, na sua Catedral, o segredo do seu ser e da sua missão. A visibilidade da Catedral é a visibilidade do ministério apostólico: a densidade da Palavra, sempre anunciada de novo para iluminar o presente, o dinamismo das comunidades cristãs que, reconhecendo no Bispo o seu pastor, sacramento de Cristo Bom-Pastor, aprendem a celebrar a Páscoa, descobrindo na Eucaristia a surpresa da redenção, a exigência da caridade, a urgência de partir em missão, tornando-se cada um, no meio do mundo, presença visível do invisível de Deus. Na Catedral pode ler-se toda a realidade da Igreja, a sua humanidade e a fecundidade invisível da acção do Espírito Santo.

3. Na Catedral a realidade invisível transcende a sua visibilidade. Já era esse o mistério do Templo de Jerusalém, tão bem expresso na oração do Rei Salomão. O templo visível suscita a fé e a esperança, toda a densidade da Aliança: “Os vossos olhos estejam abertos, dia e noite, sobre esta casa, sobre este lugar, do qual dissestes, aí estará o Meu nome” (1Re 8,29). O templo é, assim, a expressão visível da fé de Israel: Deus ama o seu povo e habita no meio dele.

4. No cristianismo, a verdadeira dimensão da Catedral é a Igreja, Povo dos que caminham com Cristo para a Jerusalém Celeste. Só a Igreja é, hoje, o verdadeiro templo, onde Deus habita no meio do seu Povo. A Catedral é o símbolo e o anúncio desse verdadeiro templo do Senhor, cuja solidez está alicerçada em Cristo, a pedra angular. E Pedro é claro na sua Carta: “Aproximai-vos do Senhor, que é a pedra viva, rejeitada pelos homens, mas escolhida e preciosa aos olhos de Deus” (1Pet. 2,4). Deus tinha-o anunciado através dos profetas: “Vou pôr em Sião uma pedra angular, escolhida e preciosa, e quem nela puser a sua confiança, não será confundido” (1Pet. 2,6).

A Catedral, na sua visibilidade, anuncia a solidez e a firmeza da Igreja. Nela descobrimos que estamos seguros nas nossas lutas, sólidos no nosso caminho de santidade, protegidos nas nossas fraquezas e tentações, porque nós fazemos parte da Catedral. “E vós mesmos, como pedras vivas, entrai na construção deste templo espiritual” (1Pet. 2,5). Alicerçada em Cristo, a santidade dos cristãos garante a solidez da Igreja, visível e humana, na fidelidade à sua vocação e missão.
Este templo espiritual abraça o mundo. A solidez desta Catedral são os doze Apóstolos do Cordeiro. Não há Catedral sem Bispo, nem Bispo sem Catedral. É assim na sua visibilidade histórica, será assim na Jerusalém Celeste. Como diz o Apocalipse, “a muralha da Cidade tinha na base doze reforços salientes e neles doze nomes: os dos doze Apóstolos do Cordeiro” (Apc. 21,14).
O problema da Samaritana era saber qual era o verdadeiro templo: o de Jerusalém ou o da Samaria? Jesus abre-lhe o coração para o novo Templo, Ele e a sua Igreja, construído com pedras que são Cristo, os doze Apóstolos, e todos os discípulos de Cristo. Nesse novo templo, Deus adora-Se em espírito e verdade (Jo. 4,23).

A Catedral só tem razão de ser, se for o templo visível onde cabe o templo invisível, que é toda a Igreja diocesana. Nela descobrimos a Igreja, nossa Mãe; solidificamos a firmeza da nossa fé; alargamos o horizonte da nossa comunhão; descobrimos a unidade como a cúpula da catedral; somos enviados com novo ardor, para testemunhar no meio do mundo, de uma maneira sempre nova, o amor de Jesus Cristo. Descobrimos que sempre, em qualquer momento da nossa vida cristã, nós estamos reunidos nessa grande Catedral que é a Igreja, a ouvir o ensinamento dos Apóstolos, e a amar todos os homens, nossos irmãos, com o infinito amor de Deus, em Jesus Cristo.

Sé Patriarcal, 25 de Outubro de 2010
† JOSÉ, Cardeal-Patriarca

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Heart speaks unto heart

Heart speaks unto heart!

Apostolic Jorney to the United Kingdom 2010 of His Holiness Pope Benedict XVI

Oremos pro Romano Pontifice Nostro Benedicto!

Louvemos ao Senhor pela extraordinária e histórica primeira visita oficial Papal ao Reino Unido. Bento XVI consegue realizar a 1ª visita oficial e a 2ª apostólica de um Papa, à Escócia e à Inglaterra. Isso só ocorre porque, finalmente e após 4 séculos de separação, o Reino Unido e a Santa Sé reconheceram mutuamente os respectivos estatutos de cada um dos Estados e o catolicismo, depois de oficialmente banido em Inglaterra (não na Escócia), foi tolerado no século no final do século XIX e reconhecido no século XX. Continua a ser proibido existir um Primeiro Ministro Católico e a Casa Real Reinante de Windsor continua a proibir a "conversão" ao catolicismo dos seus membros.

Para além do nevoeiro e da poluição da sociedade secularizada britânica que os meios de comunicação social e algumas elites fazem eco, a realidade local e regional é muito diferente, o povo verdadeiramente crente e com origens operárias é na sua grande maioria católico, as paróquias continuam a florescer quer com ingleses quer com a renovação constante não só com os tradicionais irlandeses, mas também com imigrantes católicos de todo o mundo, quer os de origem latina até aos anos 90 do século XX, quer depois com polacos e filipinos.

A mais recente alteração do catolicismo britânico aconteceu nos últimos 2 anos em que centenas de fiéis originários da Church of England e muitos sacerdotes pediram o ingresso, primeiro a título pessoal e agora podendo já o fazer em comunidade, na Sancta, Una, Catolica et Apostolica Ecclesia em comunhão total com Sua Santidade o Papa, são os chamados "Anglo Católicos em união com Roma", podendo manter a maioria do chamado "anglican use" (um quase rito).

A realidade católica no país de Sua Majestade é esta: Os católicos não pararam de crescer desde o final do século XIX. Em Liverpool, nos anos 40 do séc. XX os católicos não passavam dos 15%, hoje são quase 50%, em Glasgow (Scotland) são quase 30%, nas restantes dioceses a dispersão é grande e vai desde apenas cerca de 2% até, na grande maioria, entre os 8% e os 13%, incluindo as medianas percentagens nas 2 arquidioceses londrinas (a Westminster Roman Catholic Archdiocese com 10,1% e a Southwark Archdiocese com 9,5%) e as mais reduzidas nas arquidioceses de Edinburgh (Scotland) com 7,9% e de Birmingham só com 5,5%

Sua Santidade o Papa Bento XVI foi recebido à chegada ao aeroporto de Edinburgh pelo Príncipe Consorte Philip, Duke of Edinburgh, o que é a primeira vez que sucede, sinal dos tempos!

Muito Importante será, no final da visita, a Beatificação do Cardeal John Henry Newman (1801-1890) de que transcrevo as palavras que serão ditas na sua Beatificação:

John Henry Newman was born in London in 1801. He was for over twenty years an Anglican clergyman and Fellow of Oriel College, Oxford. As a preacher, theologian and leader of the Oxford Movement, he was a prominent figure in the Church of England. His studies of the early Church drew him progres sively towards full communion with the Catholic Church. With his companions he withdrew to a life of study and prayer at Littlemore outside Oxford where in 1845 Blessed Dominic Barberi, a Passionist priest, received him into the Catholic Church. In 1847 he was himself ordained priest in Rome and, encouraged by Blessed Pope Pius IX, went on to found the Oratory of St Philip Neri in England. He was a prolific and influential writer on a variety of subjects, including the development of Christian doctrine, faith and reason, the true nature of conscience, and university education. In 1879 he was created Cardinal by Pope Leo XIII. Praised for his humility, his life of prayer, his unstinting care of souls and contributions to the intellectual life of the Church, he died in the Birmingham Oratory which he had founded on 11 August 1890.

Newman foi o primeiro de muitos, que pelo aprofundamento do estudo teológico e pela prática cristã junto dos mais pobres e oprimidos, redescobriu o catolicismo, sendo proveniente do anglicanismo. Como ontem o insígne teólogo e Reverendo Padre Peter Stilwell disse na RTP: Newman é o futuro da Igreja!

Oremos pelo Santo Padre Bento XVI, pela sua viagem oficial e pastoral a terras de Sua Majestade, que a mesma demonstre a frescura do catolicismo inglês e escocês!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Exaltação da Santa Cruz

Nós Vos adoramos e bendizemos, Senhor Jesus Cristo, que pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

A Festa da Exaltação da Santa Cruz surgiu no ano de 355, por ocasião da inauguração das duas grandes basílicas da cidade de Jerusalém: A do Calvário e a do Santo Sepulcro. A construção destas duas basílicas foi ordenada pelo imperador Constantino. O lenho da cruz foi descoberto por Santa Helena. A cruz tinha sido levada para a Pérsia e depois retornou a Jerusalém. Para os cristãos a cruz é ponto de referência importantíssimo para a sua fé e para a sua esperança. Foi pela cruz que Nosso Senhor Jesus Cristo nos salvou e nos libertou; ela simboliza o preço pago pela nossa salvação.

O Senhor Jesus humilhou-se, tornou-se obediente até a morte. Por isso, Deus O exaltou e Lhe deu um nome que é superior a todo o nome. O caminho da cruz torna-se também caminho de luz e caminho de ressurreição. Quem O quer seguir, precisa de se negar a si mesmo, pegar na sua cruz e segui-Lo.

A cruz consistia numa haste vertical fixada no chão e uma trave horizontal que era carregada pelo condenado até ao local do seu suplício. O condenado era preso na haste e era levantado. O Senhor carregou a trave horizontal de Jerusalém até ao Monte Calvário. Nós, cristãos, precisamos de estar dispostos a carregar a nossa cruz, acompanhados de Cristo, com a certeza da vitória final, da ressurreição.

A cruz era instrumento de suplício, de escândalo para os judeus, de loucura para os pagãos, mas tornou-se, depois da morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, para nós cristãos, motivo de glória.

Por isso, na Festa do Sinal da Cruz oramos juntamente com os catecúmenos:
Onde está a verdadeira religião? -Na Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo!
Onde está o resumo da nossa fé e da nossa esperança? -Na Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo!
Onde se manifestou mais claramente o amor de Deus para connosco? -Na Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo!
Onde está o maior tesouro do cristão? -Na Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo!
Onde está a Paz, a Alegria e a Glória do cristão? -Na Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo!



Da carta de São Paulo aos Gálatas:
"Toda a minha alegria está na Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo".

· No dia do nosso Baptismo a Igreja marcou-nos com o sinal da Cruz. Foi a primeira coisa que a Igreja nos deu. A Cruz é o sinal de Cristo e do cristão. É o sinal da vitória de Jesus sobre o mal e a morte. É também o sinal da nossa vitória com Jesus.

· Todos os dias fazemos o sinal da Cruz ao levantar e ao deitar e antes de rezarmos. Este sinal tão simples, com as palavras: "Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo" que o acompanham, resume toda a nossa fé. Também na Santa Missa, ao escutar o Santo Evangelho fazemos o sinal da cruz na testa, na boca e no peito, como que a dizer que queremos a Sabedoria do Evangelho a iluminar a nossa inteligência, as nossas palavras e as decisões do nosso coração. Realmente, é pelo mistério da cruz que tudo é abençoado e subtraído ao poder dos nossos inimigos. Para nunca duvidarmos do amor de Deus precisamos de trazer o mistério da cruz nos pensamentos, nas palavras e nos desejos.

· Na casa e no quarto de cada cristão tem de estar colocado em lugar de honra, um crucifixo. E ao pescoço basta trazer uma cruz. Nada de amuletos, nada de superstições. A superstição é acreditar que o uso de alguns objectos e símbolos como figas, chifres, signos, etc nos livram e nos protegem do mal. Nós cristãos não somos supersticiosos porque sabemos que é Deus nosso Pai e está connosco, é verdadeiramente o Senhor Jesus quem cuida de nós e nos defende de todo o mal, porque nos ama, como ninguém.

· A Cruz de Jesus representa o Amor que Deus nos tem. Quando aceitamos a nossa cruz, mostramos o amor que temos a Deus.
Senhor Jesus, só em Vós eu confio. É na Vossa cruz que vejo claramente o amor que me tendes. Livrai-me a mim, aos meus familiares e aos meus amigos de ser supersticioso. Livrai-nos dos nossos inimigos e ajudai-nos a viver a Festa da Exaltação da Santa Cruz em cada 14 de Setembro.
Amen!

Petrus

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Missa Solemnis Tridentina na Basílica de Fátima

6ª FEIRA 10/09/2010 ENTRE AS 20H E AS 22H na
BASÍLICA DO SANTUÁRIO DE FÁTIMA,
SANTA MISSA TRIDENTINA NO RITO EXTRAORDINÁRIO
ao abrigo do
"MOTU PROPRIO SUMMORUM PONTIFICUM"
DE SUA SANTIDADE BENTO XVI.

Apelo a que todos os que, navegando nos novos oceanos da nova evangelização que por aqui aportarem, façam um esforço para a divulgação deste Santo Sacrifício.

VAMOS CELEBRAR CONDIGNAMENTE EM TERRAS DE SANTA MARIA, NO ALTAR DO MUNDO, EM FÁTIMA, A SANCTA MISSA.

Esta Missa será celebrada durante o Workshop "Restaurando o Sagrado com a Santa Missa Tradicional" que irá decorrer em Fátima, de 8 a 11 de Setembro deste ano, promovido pelos Cónegos Regulares de S. João Câncio (EUA). Será pública e não apenas para os participantes.

PARA QUEM NUNCA TEVE A OPORTUNIDADE DE, EM PORTUGAL, ASSISTIR, É AGORA A HORA. Não vamos amanhã lamentar, por hoje não termos podido estar.

A Tradição

Algumas palavras simples sobre a Tradição em Portugal:

No último ano muitos foram os avanços do catolicismo eterno na Terra de Santa Maria. A actual verdadeira rede de blogs em que o Povo de Deus se tem empenhado, de norte a sul do país, e com alguma preponderância nos meios urbanos e da cidade dos homens, demonstram que a semente está lançada.

Há cerca de 1 ano, comecei a seguir um blog, que actualmente tem mais de 180 seguidores - o "Tradição Católica" da Teresa Moreno - é de facto uma lufada de ar fresco nestas águas mansas do aggiornamento.

Nas "faldas" do Vaticano II, os nossos pais cantavam, "Dai-nos muitos e Santos Missionários". Precisamos agora de, muitos, Santos e empenhados leigos, que possam, pelo seu exemplo e proposta, ser fonte de vida e espelho da intervenção salvífica que o Espírito Santo desenvolve no Povo de Deus.

A visita do Santo Padre Bento XVI demonstrou quem está verdadeiramente e quem não está, ou quem não quer estar. A universalidade da una, sancta, catolica et apostolica ecclesia, permite, em união com Sua Santidade, que grupos de leigos e de consagrados, possam viver e celebrar, no âmbito da oração de sempre, em maior comunhão com a melodiosa lingua latina.

Não será já amanhã que poderemos, por exemplo, na Vigília Pascal ou numa ordenação, ouvir e orar a Litania dos Santos ao som da língua eterna, mas podemos, em celebrações mais íntimas, e sempre em comunhão com a Igreja universal, viver nessa nova e eterna forma o culto divino.

Petrus

domingo, 22 de agosto de 2010

Senhor, quem entrará

Senhor,
quem entrará no santuário p'ra Te louvar?
Quem tem as mãos limpas, o coração puro,
quem não é vaidoso e sabe amar.

Senhor,
eu quero entrar no santuário p'ra Te louvar.
Oh! dá-me mãos limpas, um coração puro,
arranca a vaidade, ensina-me a amar.

Senhor,
já posso entrar no santuário p'ra Te louvar.
Teu sangue me lava, Teu fogo me queima,
o Espírito Santo inunda o meu ser.

Recordo com uma saudade linda, estas estrofes, cantadas aquando duma caminhada começada num dos bairros mais problemáticos da zona da Amadora e quando entravamos na Igreja Paroquial de Nossa Senhora Mãe de Deus da Buraca. Já passou mais de 1 década. O louvor ao Senhor gritado pelo povo simples, a verdadeira fraternidade do louvor ao Senhor, tenho-o sempre presente quando medito nas palavras "Há últimos que serão dos primeiros e primeiros que serão dos últimos".

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Requiem aeternum

Pelo meu querido sogro, cuja passagem para o Pai ocorreu no passado 7 de Julho, depois de 10 anos de doença prolongada e 2 meses de hospitalização.

Um grande senhor, Comandante de Marinha, de cultura histórica e geográfica assinalável e dum gosto pela leitura que permitia manter uma biblioteca ecléctica e agradável.

Da sua memória recordo 4 momentos, a 1ª vez que o vi, chegados em 1996 duma peregrinação juvenil e ele, no seu automóvel branco à espera da HL. A 2ª vez no Natal de 2000, a 1ª vez que trocamos palavras e todos ficaram a achar que já nos conhecíamos há muito. A 3ª quando em Santa Maria dos Olivais, naquela Igreja Mãe de agora quase 1 dezena de Paróquias, me concedeu o braço da minha noiva naquela manhã de Maio e a 4ª quando visitou Fátima a única vez na sua vida, connosco, no verão de 2007, dizendo-me no fim que tinha gostado e achado o Sucessor dos Apóstolos que connosco privou um pouco "um Senhor simpático". Que interrogações e que questões lhe ficaram nunca soube.

Não esquecemos os que nos precederam na fé e oramos sempre para que atinjam a lux perpetua.